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Sinduepg promove seminário para discutir autonomia e crise das universidades

20/09/2017 11:09Atualizado - 12:12

Assessoria Sinduepg

       Na agenda de atividades da Campanha UEPG 100% Pública e Gratuita, que o Sinduepg/Andes-SN lançou no mês de junho deste ano, está a realização do Seminário: Autonomia e Crise da Universidade, com a palestra do doutor em Sociologia e Professor Titular na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – USP e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM)-USP, Afrânio Mendes Catani. O seminário acontece no dia 26 de setembro, às 19h00 no Grande Auditório da Reitoria (UEPG – Campus Central).   

       O objetivo desse seminário é dar sequência à uma série de atividades já realizadas (entre elas visitas a colégios públicos da cidade, audiências públicas e reuniões com a base docente), bem como aprofundar o debate sobre a crise e a autonomia das universidades, em especial no estado do Paraná.

      A escolha pelo professor Catani se deu pelo acúmulo de produção científica sobre políticas para ensino superior no Brasil, em especial os processos de privatização e o significado de autonomia das universidades.

            O evento conta com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em História, Jornalismo, Agronomia e Estudos da Linguagem da UEPG. As inscrições são gratuitas (através do link https://goo.gl/forms/UdPSbWZzQbHXTWZ12 ou no local do evento). Serão emitidos certificados para os participantes.

 

Audiência pública

        Nesta segunda-feira (18), a Audiência Pública: “A conjuntura, os desafios e a importância das Universidades Estaduais do Estado do Paraná”, lotou o Grande Auditório. O encontro, organizado pela Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Estaduais (da Assembleia Legislativa do Paraná – ALEP) contou com a presença dos deputados que compõem o grupo: Tercílio Turini (coordenador), Evandro Araújo, Marcio Pacheco e Péricles de Mello.

       Também participaram da mesa o reitor da UEPG, Carlos Luciano Sant´Ana Vargas e a vice-reitora, Gisele Alves de Sá Quimelli; representantes do movimento sindical, Rosângela Petuba (Sinduepg) e Ruan de Souza (Sintespo); movimento estudantil Izabela Marinho (União Paranaense Estudantil - UPE) e Luiz Henrique de Prada (União Municipal dos Estudantes Secundaristas do Paraná - UMESP). Os deputados Marcio Paulik (estadual) e Aliel Machado (federal) também integraram a mesa.

       Durante as falas, os destaques, de forma geral, apontaram para os dados apresentados pela professora e pesquisadora Dra. Augusta Pelinski Rahier (do Departamento de Economia da UEPG). Tais dados são resultado da investigação feita por ela e outros pesquisadores da UEL, UEM, UNICENTRO e UNIOESTE, além do IPARDES, sobre a importância das universidades para o desenvolvimento econômico do estado do Paraná.

        A pesquisadora destacou o apoio da comunidade acadêmica, bem como de representantes da sociedade civil ponta-grossense na realização do evento. “Acredito que o debate conduzido na audiência proporcionou evidencias acerca da importância da UEPG na fomentação do bem-estar de toda a região. E entendo que esses resultados decorrem especialmente por ser uma Universidade Pública e Gratuita. Considero que a UEPG sendo "pública e gratuita" apresenta-se como a melhor maneira de garantir o acesso à educação, que é um direito de todas e todos”, conclui Augusta.

Ausências

            O Sinduepg lamenta a ausência do prefeito Marcelo Rangel que, por e-mail, alegou “conflitos de agenda” e não enviou representante. Também não compareceu o presidente da Câmara Municipal, Sebastião Mainardes. Para o movimento sindical a audiência representou um espaço fundamental e qualificado, na medida que proporcionou o debate público sobre a presença da UEPG no município e região, o que demandaria uma maior atenção de todas as autoridades locais e regionais.

            No caso da UEPG, embora a administração esteja vinculada ao governo estadual, os dados apresentados na noite do evento demonstram claramente o impacto da universidade no município. Portanto, espera-se que os representantes do poder executivo e legislativo assumam seus compromissos com a população de zelar pelo interesse coletivo e sejam efetivamente atuantes e parceiros da comunidade em lutas de interesse maior, não se apresentando solícitos e disponíveis apenas nos palanques eleitorais, mas em todas as etapas do processo político, em especial, no debate público e democrático.

Aproximação com a base docente

      Outra estratégia adotada desde o início do mês de agosto pelo sindicato, como parte da campanha “UEPG 100% Pública e Gratuita”, é a participação da diretoria em reuniões setoriais e departamentais da universidade.

       Segundo a presidenta do Sinduepg, Rosângela Petuba, esse contato direto com a categoria tem como objetivo aproximar o sindicato da sua base de forma efetiva e com a atenção devida para discutir especificidades de cada setor ou departamento. “É uma caravana da diretoria que busca levar, mas também coletar dados e informações que certamente contribuem para qualificar o nosso debate neste momento de resistência e luta frente aos ataques do governo Beto Richa”, avalia Petuba.

 



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