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SINDUEPG ADERE À GREVE GERAL DE 14 DE JUNHO

08/06/2019 10:06Atualizado - 10:10

Assessoria SINDUEPG


Com presença massiva de professores filiados e não filiados, a assembleia permanente da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (SINDUEPG) aprovou por unanimidade a adesão à Greve Geral de 14 de junho. A votação aconteceu na tarde desta sexta-feira, dia 7 de junho, no anfiteatro do Observatório Astronômico. A adesão dos professores da UEPG se soma ao movimento nacional contra a Reforma da Previdência, prevista no Projeto de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) do Governo Federal Jair Bolsonaro (PSL).

 

 

Além da luta contra a Reforma da Previdência, o SINDUEPG defende uma pauta mista, federal e estadual. “Nós temos nossas reivindicações em âmbito federal, centralizadas na luta contra a Reforma da Previdência e contra os cortes na educação superior. Mas temos as nossas reivindicações relativas aos ataques sistemáticos do governo estadual à educação. Reivindicamos a reposição de 17,04% de perdas da inflação desde janeiro de 2016, conforme o DIEESE; defendemos o arquivamento do PLC 04/2019, que achata a carreira docente uma vez que prevê o congelamento da folha de pagamento dos servidores estaduais, impedindo reajustes salariais, como data-base, avanços e crescimentos na carreira, enquadramentos salariais, transições e demais direitos; e a anuência de concursos já realizados, além da abertura de novas vagas”, reforça Marcelo Ubiali Ferracioli, presidente do SINDUEPG. 

 

O professor Arcelio Benetoli, primeiro-tesoureiro do SINDUEPG, enfatiza a efetividade da Greve Geral ao recordar que a proposta da Reforma da Previdência apresentada pelo governo Temer só foi retirada de pauta quando da greve geral deflagrada em 28 de abril de 2017. “A luta contra a Reforma da Previdência não está dissociada da luta em defesa da Saúde Pública e da Educação Pública, porque é declarado pelo Governo Federal que são essas as três áreas de maior ‘gasto' e seriam os setores que mais necessitariam de cortes. Porém, é algo inaceitável cortar dinheiro de serviços públicos enquanto metade do orçamento é gasto com pagamento de juros e amortizações da dívida pública”, ressalta. 

 

O professor Paulo Lara, do Departamento de Direito, defende a necessidade da greve diante do cenário de desconstrução em âmbito nacional e estadual da educação pública. “Muitas vezes nós não vamos ganhar, podemos quebrar a cara. Mas, ao menos, a gente tem que ser um canalha a menos. Ou seja, que nós tenhamos a noção de cidadania à frente. Eu quero ser um canalha a menos”, defende ao lembrar que a centralidade do tema é a luta contra o projeto de privatização do ensino superior no Brasil.

 


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