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CÂMARA FEDERAL VOTA PELO FIM DA APOSENTADORIA DA CLASSE TRABALHADORA

11/07/2019 01:07Atualizado - 02:02

Direção SINDUEPG

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não estão sozinhos no seu projeto de acabar com a aposentadoria da classe trabalhadora. A Câmara Federal, repugnantemente, aprovou em primeiro turno (primeira etapa no congresso) a Reforma da Previdência, na quarta-feira, 10/julho. 

Esse Projeto de Emenda Constitucional (PEC) é o mais duro ataque aos direitos trabalhistas já elaborado pelos ricos e poderosos nos últimos tempos. A PEC 6/2019 retrata o quadro de polarização social pela qual passa a sociedade brasileira desde que a crise econômica se fez sentir no Brasil em 2013. Todo o texto aprovado pela Câmara dos Deputados é um cheque em branco, pois prevê que todas as regras serão regulamentadas por Lei Complementar. Ou seja, o pior ainda virá. Que todo trabalhador não se iluda! 

A imprensa comercial, mesmo defensora ferrenha da Reforma da Previdência, já havia denunciado a compra de deputados pelo Governo Jair Bolsonaro para aprovação da proposta. Em 24 de abril, a Folha de S.Paulo noticiou que seriam liberados R$ 40 milhões em emendas parlamentares para cada deputado, o que representaria R$10 milhões extras por ano para cada um que votasse a favor. Anterior à votação em 10 de julho, o mesmo jornal e O Globo noticiaram que foram liberados R$2,5 bilhões em emendas parlamentares para votação da proposta pela Câmara Federal. 

Se a Reforma da Previdência é boa para o Brasil, por que foi preciso comprar deputados com emendas parlamentares? Se a Reforma da Previdência é para salvar o Brasil da crise, não se justifica desembolsar recursos da União para alteração da Constituição Federal. Eis a grande farsa que querem empurrar para os trabalhadores.  

Os Servidores Públicos do Paraná estão sendo atacados de todos os lados. Esta aprovação dos deputados contra a aposentadoria dos trabalhadores aconteceu em plena greve contra o Governador Ratinho Junior (PSD), que se nega a pagar o reajuste da inflação de 17,04% desde 2016 e ainda ameaça a congelar por 20 anos a folha de pagamento  de todas as áreas do funcionalismo público (educação, saúde e segurança). Os professores das Universidades Estaduais do Paraná, engolidos pelos ataques à carreira docente, estão na Greve dos Servidores também para barrar a minuta da Lei Geral das Universidades, proposta pela Superintendência de Ciência e Tecnologia (SETI)/Governo Ratinho Junior, que prevê a auto-privatização das Instituições de Ensino Superior do Estado. 

Os ataques são nefastos. A PEC 6 é parte do projeto social de fazer os trabalhadores pagarem pela crise que nós não criamos, enquanto os banqueiros continuam tendo lucros exorbitantes ano após ano, e ainda com o governo pagando regiamente os juros e amortizações da “dívida” pública.

O novo agrado ao sistema financeiro agora é transferir nossa aposentadoria para o mercado de capitais através do sistema de capitalização e nos fazer trabalhar mais e ganhar menos. Os governantes e os deputados querem engordar ainda mais o bolso dos parasitas.

Infelizmente, o Congresso Nacional já provou reiteradas vezes que não é a casa do povo. A aprovação do desmonte da Previdência pelos Deputados Federais deixou isso bem nítido. Os deputados eleitos estão mais uma vez provando que estão ali a serviço da elite e não do povo trabalhador. Querem que sejamos todos precarizados e sem direito de aposentadoria.

É lastimável que as centrais sindicais e os grandes sindicatos estejam apassivados na luta contra esse gigantesco ataque aos direitos dos trabalhadores. Precisamos botar pressão nas direções sindicais que estão se negando a enxergar a gravidade do estrago desse projeto, uma vez aprovado, para sociedade brasileira em geral e para a classe trabalhadora em particular.

Temos de chamar todos os trabalhadores e a juventude para resistir a este infame golpe. Não basta denunciar quais deputados votaram contra a classe trabalhadora. Em regra, a ampla maioria dos parlamentares não têm vergonha na cara e não se intimidam com isso.

Já que a elite, através do governo, do parlamento e da imprensa comercial,  declarou guerra de classe, precisamos lutar com nossas melhores armas neste campo de batalha: tomar as ruas em gigantescos protestos e construir nova greve geral.

 

Unidxs na luta!

Direção do SINDUEPG

Ponta Grossa, 11 de julho de 2019

 

 



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