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SERVIDORES FORÇAM ADIAMENTO DE VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA ALEP

04/12/2019 10:12Atualizado - 10:10

Assessoria SINDUEPG

 


Milhares de servidores estaduais participaram nesta terça-feira, 03, de Ato Unificado em defesa da Previdência Estadual, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. Sob pressão do movimento, o presidente da casa, Ademar Traiano, suspendeu e, em seguida, encerrou a sessão. Mais de 50 professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) fortaleceram o ato. A ação da Polícia Militar foi truculenta, apesar do pedido pacífico para abertura das portas e participação da população. "Ratinho Junior, assim como o governo Bolsonaro, tem um projeto social de acabar com a Previdência Social e com outros direitos sociais, como educação e saúde. Isso coloca em xeque os direitos da classe trabalhadora", destaca a vice-presidente do Sindicato dos Docentes da UEPG (SINDUEPG), Carina Alves da Silva Darcoleto.

"Todas as categorias do funcionalismo público vieram à Alep manifestar contra os prejuízos da Reforma da Previdência. Exigimos nosso direito de participar de uma sessão que, como outra qualquer, deveria ser pública. Foram distribuídas 250 senhas, mas milhares de servidores queriam cobrar e exercer o seu direito", afirma a vice-presidente do SINDUEPG. "Assim como ocorreu em 2015 e vemos hoje em ações do governo federal, a violência é naturalizada por todo o país. Hoje, trabalhadores foram recepcionados por inúmeros policiais armados, receberam gás lacrimogêneo e spray de pimenta, além de vivenciar a criminalização da manifestação pelos nossos direitos", pontua, relembrando o massacre ocorrido no Centro Cívico em 29 de abril de 2015.

"A mobilização de hoje foi muito importante porque há bastante tempo temos perdido direitos e os ataques aos servidores públicos vêm acompanhados de criminalização por parte do governo, para colocar a comunidade contra os trabalhadores. O governo trata os servidores públicos como privilegiados, sanguessugas do estado, e é muito pelo contrário. São milhares de trabalhadores que fazem com que os serviços públicos cheguem à população. Desenvolvemos serviços fundamentais e, mais uma vez, nossos direitos estão sendo duramente atacados", destaca o professor Régis Clemente da Costa, que atua na UEPG, no Departamento de Educação, e na Educação Básica como professor de Filosofia. "Nós esperamos que essa mobilização contribua para que Ratinho Junior não concretize mais um ataque à nossa Previdência. Não estamos lutando por privilégios, sim pela nossa digna aposentadoria, que é paga com o que descontam de nós ao longo de nossa vida funcional. Eu como professor acredito que a luta é válida. Não aceitamos esses ataques, queremos lutar sempre pelos nossos direitos", destaca.

"É importante destacar que, depois do 29 de abril de 2015, virou um método no Brasil de coagir e intimidar os manifestantes com violência por meio de agressão física. Nos municípios e estados, isso retornou ao cenário brasileiro, de maneira direta e mais intensa. Não foi no mesmo nível de 2015, mas o princípio foi o mesmo", comenta o professor do Departamento de Educação, Érico Ribas Machado. "A gente sempre vai à Alep com a ideia de tentar barrar a votação de forma pacífica. Vamos como cidadãos, exigir nosso direito, e somos recebidos com Polícia Militar totalmente armada, sem noção de civilidade e organização social. Hoje o saldo foi positivo. Precisamos mostrar que essa vitória significa a retomada da força dos movimentos de luta pelos direitos dos trabalhadores", destaca.

"O governo impediu a nossa entrada e usou de força, gás, bomba, truculência. Felizmente conseguimos barrar esse projeto e vamos continuar lutando. Esse é o nosso papel, cada vez mais importante. Quando temos um governo que nos ataca e vai continuar nos atacando, nossa única arma é a luta coletiva, com união, para barrar projetos perversos como esse", analisa a professora Maria Albertina de Miranda Soares, que atua na UEPG no Departamento de Biologia Estrutural Molecular e Genética.

Os servidores lutam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2019 e os Projetos de Lei 855 e 856. O pacote destrói a aposentadoria dos servidores do Paraná, pois aumenta o tempo de contribuição e a idade mínima dos trabalhadores, além de aumentar a alíquota paga pelos servidores, causando perda de 3% do salário, entre outros prejuízos à aposentadoria.

Sob pressão dos manifestantes, o presidente da casa, Ademar Traiano, suspendeu e encerrou a sessão do dia. A expectativa é que o projeto volte à pauta na sessão desta quarta-feira, 04, já que está em regime de urgência.

 

 



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