Os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa aprovaram, na tarde de quarta-feira, 20, o encaminhamento da Campanha Salarial de 2024. A decisão foi tomada em Assembleia Geral organizada pela Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg), na sede do sindicato. Durante a assembleia, a direção do Sinduepg destacou as perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos e que não foram compensadas integralmente com a data base de 2023. Os docentes permanecem com um dos menores pisos salariais entre os servidores estaduais do Paraná. Até o momento as perdas salariais inflacionárias acumuladas são de aproximadamente 34%.

Para o presidente do Sinduepg, professor Volney Campos dos Santos, a campanha salarial de 2024 deve mobilizar toda a categoria em prol do pagamento da data-base deste ano. “A categoria, por unanimidade, decidiu lutar pela data-base correspondente à revisão anual de salários, juntamente com as demais categorias do Estado. Decidiu também lutar pela reposição integral da inflação acumulada e quais as estratégias que serão adotadas para zerar essas perdas. O Estado do Paraná possui essa dívida com a categoria, que não deixará de lutar por ela”, destaca.

Além da recomposição salarial, outra pauta importante será a luta constante pela revogação da Lei Geral das Universidades (LGU), que está em vigor desde 2021. Ao longo deste período, os professores já passaram a sofrer com a falta de recursos financeiros e humanos, mas, sobretudo, com a precarização das condições de trabalho em todas as sete universidades estaduais do Paraná. O Comando Sindical Docente (CSD), entidade que reúne representantes de todas as seções sindicais do Paraná, participou de uma reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, professor Aldo Bona, no começo da semana para discutir, entre diversos assuntos, os impactos da LGU nas universidades, especialmente quanto à falta de professores neste início de ano letivo e o fantasma do fechamento de cursos com número reduzido de matrículas. “A assembleia docente decidiu criar um Grupo de Trabalho para discussão da carreira docente, a fim de materializar o desmonte e a superexploração proporcionada pela LGU nesses quase três anos de sua vigência e, com isso, conseguir mobilizar para a ação o maior contingente de docentes universitários, até mesmo aqueles que ainda se iludem com o discurso de que essa lei é boa para as universidades”, complementa Volney.

Seminário Estadual “Não à LGU”

As seis seções sindicais das universidades estaduais se reúnem no dia 12 de abril, no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, para discutir os próximos passos da luta pela revogação da LGU. Esta será a terceira edição do seminário e deve reforçar o posicionamento de toda a categoria contrária à LGU, bem como definir ações políticas de combate a essa lei que se somem à já existente Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Geral das Universidades, da qual o ANDES-SN, entidade que congrega todas as seções sindicais dos docentes das IEES, é parte integrante.